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APARÊNCIAS
Você já percebeu a mudança na aparência da candidata à Presidência, Dilma Rousseff? Foi uma verdadeira operação cinderela. É assim a sociedade que vivemos: a sociedade da aparência. Milhões e milhões são gastos em cirurgias estéticas e em clínicas de beleza. Não são poucos os que vivem da imagem, da aparência. O simples aparecer de um rosto, uma imagem, em um programa ou em um comercial, pode custar alguns milhares de reais.
Cuidar da aparência é importante. Quando a esquecemos, corremos o risco de passar uma imagem que prejudica nosso trabalho, nosso desempenho profissional. Mas, quando, por conta da aparência, perdemos o valor do real, da essência, a coisa complica.
Há ainda a aparência do ser (o parecer). Esta pode refletir o interior, o ser, mas não pode substituí-lo. Ninguém pode ser a aparência, a imagem. A aparência não dura muito tempo. Talvez por isso Abraão Lincoln tenha dito: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos por todo tempo”.
Foi pensando no perigo de se ter uma vida de aparência, de parecer o que não se é de fato, que Jesus disse: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6.46). Havia, entre aqueles que seguiam Jesus, o desejo de mostrar, de aparentar que eram servos verdadeiros. Este desejo era tão intenso que Jesus o ilustra com um duplo “Senhor”. Para os que viam e ouviam o chamamento parecia se tratar de gente fiel, de discípulos obedientes, mas Jesus rechaça esses seguidores. Eles não eram obedientes, apenas procuravam aparentar obediência. Que tristeza! Que vergonha!
Nossas igrejas estão cheias de pessoas assim: uma ar de piedade – “Senhor, Senhor!”; mas, não obedecem, não fazem o que o Senhor manda. Tentam aparentar uma obediência que não têm. Pessoas que não dizimam, não ofertam para missões, não pregam o evangelho, não frequentam a igreja com fidelidade, não obedecem o básico das ordens do Senhor, todavia, você pode encontrá-las cantanto ou orando: “Senhor, Senhor!”. Jesus dá o veredito: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reinos dos céus, mas aquele que faz a voantade de meu pai, que está nos céus” (Mateus 7.21). A aparência não lhe conduzirá ao céu, a obediência, sim.
Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho



